Ethanol summit 2011 Dias 6 e 7 junho

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Logística é chave para melhor performance e redução de custos do setor

“A logística é uma das últimas barreiras a vencer para a redução de custos e ampliação de ganhos”. A frase do renomado economista e filósofo Peter Druker foi relembrada pelo diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Costa, durante o painel “O papel estratégico da infraestrutura” na terça-feira (07/06), durante o Ethanol Summit 2011.

Durante o encontro, que foi moderado pelo diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, endossou o comentário do executivo da Petrobras ao afirmar que “o problema do Brasil não é a oferta de etanol, mas sim a logística”.

Já o diretor de planejamento estratégico da Companhia Docas de São Paulo (Codesp), Renato Barco, apontou a necessidade de o “Brasil promover a alteração da matriz de transporte”. Ele lembrou que o Porto de Santos, por exemplo, recebe apenas 20% de todo o etanol exportado pela via ferroviária. O executivo alertou que até 2024 o volume de cargas no Porto triplicar, o que é insustentável. De acordo com dados apresentados por ele, 60% da matriz de transporte no Brasil é rodoviária, cujo custo é o dobro da ferroviária, que por sua vez é ainda duas vezes maior que a hidroviária.

Investimentos

Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura, afirmou que para resolver esta questão o Governo Federal precisa apresentar, junto com os agentes do setor sucroenergético, regras para garantir o investimento em infraestrutura logística. Ele lembrou que os investimentos pararam desde a crise econômica mundial, em 2008, e uma possível  retomada resolveria inclusive o problema de lucratividade. Para enfatizar seu raciocínio, Pires citou o  ex-membro do Conselho de Administração da empresa Vale, Eleazar de Carvalho Filho,  que considerava que “o minério de ferro não valia nada, o valor da Vale é a logística da empresa”.

Durante o painel, Paulo Costa, da Petrobras, apresentou os investimentos de mais de R$ 6 bilhões no sistema Logum, um duto de 1.300 km de extensão, com capacidade de escoamento de 20,8 milhões de metros cúbicos de etanol, que vai se integrar com hidrovias e ferrovias para escoamento do etanol Centro-Oeste até o Porto de Santos.

Já Luiz Felipe da Silva Guimarães, da América Latina Logística, falou dos novos projetos da empresa, entre os quais a ampliação em 250 km de vias férreas pertencentes à empresa, partindo do Alto Araguaia até Rondonópolis/MT, voltados para o transporte do etanol.

Veja algumas ideias dos participantes durante o painel:

Adriano Pires,  Centro Brasileiro de Infraestrutura: “Dos BRICs, somos os únicos que temos independência energética. O governo, junto com os agentes, tem que apresentar regras para garantir o investimento em infraestrutura”.

Luiz Felipe da Silva Gumarães, da América Latina Logística: “O transporte de etanol para o porto de Santos é feito quase todo por rodovia. Estamos investindo em ferrovia para melhorar estas condições”.

Paulo Costa, da Petrobras: “O sistema Logum vai proporcionar menor custo logísitico, previsibilidade e competitividade ao setor”.

Renato Barco, da Codesp: “Precisamos de medidas enérgicas para evitar os problemas que a matriz apoiada só em rodovia possam trazer”.

Sérgio Machado, Transpetro: “Dentro da cerca somos altamente competitivos. Precisamos mudar a matriz que é 60% rodoviário, pois ela custa o dobro da ferroviária, que por sua vez custa o dobro da hidroviária”.

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