Ethanol summit 2011 Dias 6 e 7 junho

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“Selo Verde” lançado por Alckmin no Ethanol Summit promove e esclarece importância da bioeletricidade

Um Protocolo de Cooperação que cria o primeiro certificado de energia verde do estado de São Paulo, assinado hoje pelo Governador Geraldo Alckmin durante a Cerimônia de Abertura do Ethanol Summit 2011, é uma medida fundamental para que esse tipo de geração de energia cresça e realize seu imenso potencial. A opinião é da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), realizadora do Summit, hoje considerado um dos principais eventos mundiais voltados para as energias renováveis, com foco na cana-de-açúcar e no etanol.

O Protocolo cria o chamado “Selo Verde,” um esforço conjunto da UNICA, do governo paulista e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que vai identificar produtores e usuários de energia elétrica gerada de forma limpa e renovável a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar.  “É um avanço importantíssimo, que servirá para mostrar ao consumidor que ao adquirir a energia elétrica contratada direto de uma usina, ele estará utilizando um produto que vem da cana-de-açúcar, uma planta que em todo o seu ciclo produtivo ajuda a resgatar dióxido de carbono da atmosfera,” afirma o presidente da UNICA, Marcos Jank.

O Protocolo prevê a emissão por parte do Governo de São Paulo, através de sua Secretaria de Energia, de certificados para consumidores que adquiram energia elétrica de usinas do setor sucroenergético paulista, junto ao chamado Ambiente de Contratação Livre. Essas usinas devem ser, obrigatoriamente, signatárias do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, assinado em 2007, que entre outros pontos promove a antecipação dos prazos legais para o fim da queima da palha da cana.

O Selo Verde

Na opinião da UNICA, o Selo Verde vai estimular a expansão da bioeletricidade no Estado de São Paulo. Por envolver o Protocolo Agroambiental, a emissão do Selo envolverá, além da Secretaria de Energia, também as Secretarias do Meio Ambiente e da Agricultura e Abastecimento, que juntas supervisionam a execução do Protocolo pelas usinas signatárias. 

“Dessa forma, o consumidor terá a segurança que adquiriu uma energia de fonte renovável e que cumpre as diretivas de sustentabilidade do Protocolo Agroambiental,” explica Zilmar de Souza, gerente em bioeletricidade da UNICA. “Esses certificados funcionarão como um Selo de Verde da bioeletricidade, sem valor de face, apenas atestando a origem renovável da energia elétrica adquirida e produzida de forma sustentável,” acrescenta.

A previsão é que, a partir de agosto, os consumidores livres e especiais que adquiram bioeletricidade das usinas participantes do Programa já poderão solicitar o Selo Verde junto à Secretaria de Energia do Estado de São Paulo. Consumidores livres e especiais são aqueles que podem escolher seu fornecedor de energia elétrica, conforme a regulamentação setorial.

O consumidor livre ou especial localizado fora do Estado de São Paulo também poderá obter o Selo Verde, desde que adquira bioeletricidade de usinas sucroenergéticas que participem do Programa de Certificação. Atualmente, o mercado livre de energia elétrica representa 25% do consumo nacional. 

Bioeletricidade: energia renovável e sustentável

A bioeletricidade da cana, gerada através da queima de bagaço e palha de cana em caldeiras de alto desempenho, é produzida em todas as 432 usinas de processamento de cana-de-açúcar instaladas no Brasil para atender as necessidades energéticas das próprias usinas. Isto faz do setor um dos únicos que é autossuficiente em energia elétrica e térmica, pois raramente uma usina precisa adquirir, durante a safra, esse tipo de energia de fora.

Do total de usinas, 129 produzem eletricidade em volumes superiores a suas necessidades, e comercializam o excedente para o sistema elétrico nacional. Setenta dessas usinas estão localizadas no Estado de São Paulo. Além das vantagens de cunho ambiental, trata-se de uma energia complementar ao sistema hidrelétrico, pois ela é fornecida durante o período de menor incidência de chuvas, que é quando ocorre a colheita da cana-de-açúcar na principal região produtora do país, o Centro-Sul. Assim, a bioeletricidade de cana entra no sistema quando o sistema hidrelétrico mais necessita de apoio, que é quando reservatórios de água estão com seus níveis mais baixos.

A bioeletricidade de cana contribui para a redução das emissões de gases geradores de efeito estufa ao substituir outras fontes de origem fóssil, em linha com a Lei Estadual nº 13.798/2009, denominada Política Estadual de Mudanças Climáticas. É o mesmo princípio que permite ao etanol, produzido a partir da cana-de-açúcar, reduzir emissões de gases que causam o efeito estufa em 90% comparativamente à gasolina.

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