Ethanol summit 2011 Dias 6 e 7 junho

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Para especialista, “investimentos da indústria do petróleo em novas tecnologias são muito tímidos”

A indústria de petróleo precisa investir mais em pesquisa e desenvolvimento para a produção de biocombustíveis.  O duro recado foi dado por um dos maiores especialistas na matéria, o executivo Vinod Khosla, presidente da Khosla Ventures, uma das maiores empresas do mundo que patrocina pesquisas em novas matrizes energéticas. Durante a segunda plenária do Ethanol Summit 2011 nesta segunda-feira (06/06), Khosla esteve acompanhado dos maiores executivos da indústria de petróleo do planeta.

“Os investimentos da indústria do petróleo em novas tecnologias ainda é tímido se comparado aos combustíveis fósseis que consomem bilhões de dólares...Nos projetos em parceria com a universidade os sucessos são das empresas e os fracassos sobram para os laboratórios de pesquisa,” provocou Kholsa.

O petróleo deve liderar a matriz energética nos próximos cinco anos, mas a indústria está se movimentando em direção aos combustíveis sustentáveis, segundo os representantes das grandes petroleiras como Shell, Petrobrás, Total e BP, que participaram do painel “O futuro de petróleo e o papel dos biocombustíveis”.

Parcerias estratégicas

Empresas como a Shell e a Total destacaram a importância das parcerias. A Shell firmou uma joint-venture com o grupo Cosan formando a Raízen para oferta de etanol. A Total tem 22% da Amyris, empresa que iniciou no Brasil a produção de moléculas que vão substituir polímeros com base no petróleo. Para Khosla, em pouco tempo não se falará mais de cana, mas de biomassa. “Já existe tecnologia para que o preço do biocombustível caia abaixo de US$ 0,50 até 2015,” afirma.

O presidente da Petrobrás Biocombustíveis, Miguel Rossetto, diz  que o Brasil deve ter uma liderança mais efetiva na coordenação de investimentos em combustíveis sustentáveis. “Entre 2009 e 2010 a Petrobrás investiu R$ 400 milhões em biocombustíveis e tecnologias ambientais”, destaca o executivo.

Veja as principais ideias discutidos pelos participantes no painel:

Phil New, presidente da BP: “Entre 2020 e 2030 os biocombustíveis devem responder por 40% da oferta de energia no mundo, e as empresas de petróleo estão se preparando para suprir essa demanda”.

Mark Gainsborough, vice-presidente de energias alternativas da Shell: “Biocombustível não é ameaça à indústria do petróleo, mas uma extensão natural do uso de combustíveis líquidos. A Shell investe anualmente US$ 1,5 bilhão em Pesquisa e Desenvolvimento, grande parte desse montante em  biocombustíveis”.

Phillippe Boisseau, president de Gás e Energia da TOTAL: “O caminho são as parcerias. Acreditamos no potencial do Brasil, por isso investimos, em conjunto com a Amyris, na produção local de novas moléculas a partir da cana”.

Vinod Khosla, da Khosla Ventures: “O risco no investimento em novos produtos é menor do que não investir em novas alternativas ao petróleo”.

Clique aqui e assista a Plenária 1 - O futuro do petróleo e o papel dos biocombustíveis

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