Ethanol summit 2011 Dias 6 e 7 junho

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Novos produtos com etanol chegam ao mercado

Novas matérias-primas produzidas a partir da cana-de-açúcar já são realidade. Iniciativas de empresas nascentes movimentam investimentos significativos em  produtos que vão substituir os derivados do petróleo na área, por exemplo, da indústria petroquímica . Ninguém tem dúvidas de que este é mais uma oportunidade imensa para o setor sucroenergético, embora hajam grandes duvidas sobre as condições para atender  toda esta procura com uma produção ainda insuficiente.

“A demanda por matérias-primas hoje existentes representa um mercado de US$ 67 bilhões. Isso mostra o potencial em cinco a dez anos para as novas indústrias do setor,” afirma John Melo, presidente da Amyris, que iniciou no Brasil a produção do farneseno, molécula que pode substituir polímeros em cosméticos, fragrâncias e embalagens plásticas. A discussão foi o foco do painel “A revolução da cana I: novos produtos”, na Sala Amyris, no Ethanol Summit 2011, nesta segunda-feira (05/06), moderado pelo professor  Marco Fava Neves, pesquisador da USP.

A eficiência no uso da terra tem papel fundamental neste cenário. “Nos últimos 50 anos, a produção de cana-de-açúcar na América Latina cresceu apenas três vezes. Em dez a quinze anos será necessário atingir pelo menos mais 15% de produtividade com o mesmo espaço plantado, para que não haja competição com a indústria de alimentos,” afirma Antonio Guimarães, presidente da Syngenta, empresa que investe em biotecnologia e agroquímicos. “Temos que lembrar que é possível fazer testes de novos produtos em laboratório infinitas vezes, mas a produção agrícola tem apenas dois ciclos por ano, o que torna a pesquisa nesta área bem mais lenta,” lembra Guimarães.

Turbinas a etanol

O aumento da produção de cana será também crítica para empresas que investem em bioeletricidade como a GE e VSE (Vale Soluções em Energia), que desenvolvem turbinas termoelétricas movidas à etanol. A GE inaugurou uma termelétrica em Juiz de Fora (MG) com duas turbinas cuja capacidade e de uma geração de 43,5 MW cada,e planeja a difusão dessa tecnologia pelo mundo. “O processo será cada vez mais importante em países como Estados Unidos, que buscam backup para energia eólica e querem obter mais créditos de carbono,” diz o diretor regional de turbinas e aeroderivadas da GE, John Ingham.

Os geradores a etanol da VSE vão gerar energia para as Olimpíadas do Rio de Janeiro. O presidente da empresa, James Pessoa, vê grande potencial dessa tecnologia substituir  velhos geradores movidos à diesel em toda a Amazônia. “São mais de 7 mil localidades que poderão deixar de receber combustível poluente com a implantação de geradores abastecidos a etanol produzidos em regiões próximas, sem a complicação logística de enviar diesel por barcos,” afirma James Pessoa, presidente da VSE. A empresa está investindo US$ 720 milhões entre 2008 e 2012 em bioeletricidade, incluindo sistemas de acionamento de motores de transporte pesado como caminhões e ônibus.

Outra empresa que investe em matéria-prima e tem grande interesse em vender seu processo de produção ao Brasil é a Virent, cuja sede fica em Wisconsin (EUA). A companhia desenvolve combustíveis para aviação e biodiesel com processo de produção por meio de catalisadores, e não por fermentação da cana-de-açúcar. Seu combustível está em testes na Fórmula 1, na mistura de combustível para a aviação.

Veja algumas ideias discutidos pelos participantes no painel:

Antonio Guimarães, presidente da Syngeta para a América Latina: “Nos próximos dez anos o desafio da produção de cana será crescer entre 50% e 100%, com menor custo de produção e menor consumo de recursos naturais”.

Lee Edwards,CEO da Virent: “A Virent tem capacidade de produção de 20 milhões de galões de etanol por ano e prevê ampliar a produção conforme a demanda por novos combustíveis”.

John Ingham, diretor regional de turbinas aeroderivadas da GE: “A característica da bioeletricidade é a baixa emissão de aldeídos poluentes. Durante um teste de mil horas de produção de bioeletricidade, foram usados 18 milhões de litros de etanol que representou uma emissão igual a de um carro que percorresse a distância de um quilômetro a gasolina”.

James Pessoa, presidente da VSE: “O biocombustível passou do transporte individual para o público e vai substituir gradativamente o diesel em cargas pesadas”.

John Melo, presidente da Amyris: “O que preocupa os investidores estrangeiros não é o código florestal mas as notícias sobre as intenções do governo em querer controlar o preço, a produção e os estoques do etanol”.

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