Ethanol summit 2011 Dias 6 e 7 junho

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Persistem os desafios para a certificação do açúcar e do etanol

O debate sobre uma certificação comum para o açúcar e o etanol no mundo foi destaque na última segunda-feira (06/06), durante o evento global Ethanol Summit 2011. Dois pontos ganharam destaque na discussão: o cumprimento de critérios estabelecidos para a tarefa e a garantia de um mercado para produtos certificados.

“As pessoas julgam os biocombustíveis baseadas em critérios de ‘sim’ ou ‘não’. Precisamos ampliar o debate para um patamar mais sofisticado, que leve em conta a forma como são produzidos," afirmou Olivier Macé, diretor global de estratégias e relações externas da BP Biofuels. Ele e outros convidados participaram do painel “Açúcar e Etanol Certificados, como produzir e a que custo”, encontro cuja moderação foi de Luiz Fernando do Amaral, gerente de Sustentabilidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). No debate, Oliver Macé explicou que sua empresa trabalha pela definição de critérios, que são aceitos pela maioria dos países europeus, para facilitar a comercialização de biocombustíveis naquele continente.

Para Bart-Willem Tem Cate, diretor de biocombustíveis da North Sea Group, empresa que fornece combustíveis minerais e biocombustíveis a companhias de vários setores, “quando se trata de produzir combustíveis limpos e renováveis ainda há muito a fazer para o consumidor ter confiança de que são produtos preocupados com sustentabilidade”.

Transparência

Na opinião de Roberto Smeraldi, diretor da ONG Amigos da Terra, o processo precisa ser transparente ao longo de toda a cadeia de valor. Para ele, o etanol reúne potencial para exemplificar bem como se pode fazer a otimização do uso da terra, além de agregar valor ao produto.

A transparência dos critérios também é apontada como crucial por Kevin Ogorzalek, presidente da Bonsucro, entidade que conta com representantes de indústrias e ONGs para oferecer sistemas de certificação ao setor sucroenergético. “A Bonsucro representa a primeira iniciativa, que é um padrão internacional para a indústria de cana-de-açúcar,” afirmou. “Assim, em vez de buscar vários padrões diferentes, o certificado da Bonsucro permite operar conforme as regras de diversos mercados,” acrescentou.

Grupo Pão de Açúcar

O painel contou ainda com a participação do Grupo Pão de Açúcar, que tem incentivado a adoção de padrões de consumo sustentáveis para uma lista de produtos em seus supermercados. O Pão de Açúcar está certificando os seus fornecedores da área de frutas, legumes e verduras. O objetivo, segundo seus executivos, é conquistar a confiança dos consumidores de que comercializa produtos produzidos de forma sustentável.

“O aumento do consumo leva à preocupação com o desperdício,” observa Hugo Bethlem, vice-presidente executivo do grupo Pão de Açúcar. Ele menciona ainda que “Sustentabilidade no Brasil também é inclusão social e geração de riquezas, além dos cuidados com o meio ambiente”.

A maioria dos membros do painel reconheceu, porém, que certificação é uma das diferentes formas de promover transparência e sustentabilidade na produção, mas não a única. Outras iniciativas, como compromissos e relatórios de sustentabilidade  com padrões internacionais como GRI (Global Report Iniciative) , também possuem enorme valor e importante papel no melhoramento contínuo da cadeia da cana-de-açúcar.

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