Ethanol summit 2011 Dias 6 e 7 junho

Patrocinadores Oficiais

Patrocinadores

Parceiro Especial

Parceiros de Mídia

Transportadora Oficial

Apoio

ABMR&A
English Version Português Version

Summit na Mídia

12/09/2011
Copercana Online

Ethanol Summit: “desafio do setor sucroenergético é crescer de forma sustentável e eficiente”

A declaração é do presidente da UNICA - União da Indústria de Cana-de-açúcar, Marcos Jank.

*Da redação

Junto com o presidente da Copercana e Sicoob Cocred, Antonio Eduardo Tonielo, com o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan e com os diretores Luiz Carlos Tasso Júnior e José Mário Paro, a Revista Canavieiros participou do Ethanol Summit 2011. Mais de mil e quinhentas pessoas assistiram na manhã da segunda-feira, 6 de junho, à cerimônia de abertura do evento. O presidente da UNICA - União da Indústria de Cana-de-açúcar, Marcos Jank, que abriu oficialmente o Ethanol Summit 2011, fez uma apresentação de projeção de crescimento do setor. A primeira plenária teve duração de quase duas horas sob coordenação do jornalista da Rede Globo, William Waack.

“Nosso desafio é o crescimento com sustentabilidade e eficiência, o que implica em investimentos para a inovação tecnológica, eficiência e uma crescente profissionalização do setor,” afirmou Jank. Ele citou importantes esforços na área educativa e social, como o Projeto AGORA, iniciativa de comunicação e marketing de toda a cadeira produtiva da cana, e o RenovAção, cujo principal trabalho é a recapacitação profissional dos trabalhadores manuais do corte de cana em função do avanço da colheita mecanizada.

Em seguida, o presidente do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, afirmou que o BNDES está preparado para suportar a expansão do setor sucroenergético. “No curto prazo temos desafios, como o investimento para aumentar a capacidade de produção, precisamos ampliar e expandir a oferta de cana com novos projetos greenfields,” explicou. De acordo com o Coutinho, o BNDES investiu R$ 7,6 bilhões em 2010 no setor, sendo parcela significativa desta cifra para a mecanização da indústria.

Coutinho disse que os problemas ocasionados com a crise mundial de 2008 já foram superados, um “teste importante pelo qual todos já passamos”. Ele concluiu ao afirmar que “estamos preparados para novos financiamentos para o açúcar e o etanol.”

O deputado federal Aldo Rebelo, relator do projeto do novo Código Florestal, falou sobre o momento único pelo qual a agricultura brasileira atravessa e disse que existe um paradoxo no Senado: “a mesma agricultura que produz um combustível renovável é acusada de forma leviana, de destruir o meio ambiente”, disse Rebelo e concluiu: “esta atividade (do setor sucroenergético) é o depoimento mais eloquente de que se pode proteger o meio ambiente e produzir tecnologia, situações que são tratadas pelo Novo Código.”

O presidente da ANP - Agência Nacional de Petróleo, Haroldo Lima, explicou que o trabalho conjunto do órgão junto às usinas resultará em “aperfeiçoamento do sistema”, com objetivo de afastar qualquer risco de desabastecimento de etanol no País, e auxiliar para que não haja tanta volatilidade nos preços ao consumidor do produto, particularmente no período de entressafra. Ele também falou dos investimentos estrangeiros no setor. “Nos últimos 4 anos, os grupos estrangeiros cresceram 7% no setor sucroenergético”, disse Lima.

Já o Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, preferiu fazer apologia ao etanol como forma de se combater a poluição nas grandes cidades e aumentar a qualidade de vida das pessoas. E citou o recente lançamento de 50 ônibus movidos à etanol na cidade, “um exemplo que deve ser assistido por outras cidades do País”. “Precisamos investir muito nesta questão ambiental, de poluição, para termos de fato uma economia movida por meio de energia limpa como o etanol,” afirmou.

O Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão - que representou a Presidente da República, Dilma Rousseff, disse que o “setor sucroenergético vive uma nova fase após a crise global de 2008 cujos desafios são enormes, mas que vamos superar”. Lobão ratificou o trabalho da Agência Nacional de Petróleo, que a partir de agora será o órgão de competência para acompanhamento do setor em lugar do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e anunciou para breve um “Plano Decenal”. “Trabalhamos para elaboração de um plano de extrema importância, que mostrará os desafios que teremos de enfrentar nos próximos anos,” acrescentou ao explicar a necessidade da consolidação de uma matriz energética brasileira limpa, de longo prazo. Atualmente cerca 45% da matriz nacional tem esta característica, com o uso de recursos hídricos, etanol e uso de biomassa da cana-de-açúcar, entre outras fontes de energia.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aproveitou sua participação na abertura do Ethanol Summit e assinou um decreto que zera o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a aquisição de bens de capital para a produção de energia elétrica gerada a partir da biomassa da cana-de-açúcar. Antes, os novos investimentos eram tributados em 12%, mas os investidores tinham o valor do ICMS devolvido em 48 meses sem juros. Agora, a isenção é imediata.

Segundo Alckmin, “o governo não vai deixar de arrecadar, porque o imposto já era devolvido; a isenção direta, com a alíquota passando de 12% para zero vai ajudar e facilitar os investimentos no setor”, disse o governador.

Alckmin também anunciou um plano de investimento de R$ 1 bilhão na remodelação da hidrovia Tietê-Paraná, com obras de ampliação de pontes, rebaixamento da calha de rios e a construção de terminais de escoamento de produtos transportados, bem como para integração com ramais ferroviários. Do total, de acordo com Alckmin, R$ 600 milhões virão do governo federal e R$ 400 milhões do Estado.

Também durante o evento, foi assinado o protocolo de cooperação para a certificação de energia verde em bioeletricidade, entre o governo paulista, a UNICA e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

O certificado funciona como um selo verde, a ser obtido por uma empresa certificada que utilizou, em sua linha de produção, energia adquirida de usinas signatárias do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, em 2007. O protocolo, além de determinar o fim da queima da palha da cana no Estado até 2017, estipulou ainda diretrizes de sustentabilidade para as usinas sucroalcooleiras.

A expectativa é que até agosto o selo possa ser solicitado junto à Secretaria de Energia pelos consumidores livres e especiais de energia, ou seja, aqueles que escolhem o próprio fornecedor. Mesmo fora do Estado de São Paulo, esse consumidor poderá obter o selo verde, desde que a eletricidade adquirida seja proveniente das usinas do Protocolo Agroambiental.

*Com informações da UNICA e da Agência Estado

Voltar
Compartilhe esta notícia: Twitter Facebook Share
Realização Copyright 2018 Ethanol Summit — Todos os direitos reservados.